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CCLHM0076 · História da América

Formação da sociedade colonial espanhola (XVI–XVIII)

Eric Brasil10 de setembro de 2026UNILAB
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Ponto de partida

Objetivos da aula

  • Compreender o processo de constituição da sociedade colonial espanhola nas Américas entre os séculos XVI e XVIII.
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Organização

Percurso da aula

  • Sistema administrativo e unidades de governo colonial.
  • Centros urbanos, hierarquias sociais e sistema de castas.
  • Economia colonial, formas de trabalho e poderes locais indígenas.
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  • Conquista: serviços e mercês reais — conquistadores como primeiros representantes da Coroa na colônia
  • Necessidade de maior controle real: criação de uma estrutura administrativa burocratizada
  • Casa de Contratação de Sevilha (1503): controle do tráfego de homens, navios e mercadorias
  • Conselho das Índias (1524), sediado em Madri: tutela sobre as possessões americanas por meio de leis, decretos e instituições
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  • 1535: Vice-Reino da Nova Espanha
  • 1543: Vice-Reino do Peru
  • 1717: Vice-Reino de Nova Granada
  • 1776: Vice-Reino do Rio da Prata
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  • Escolhido pelo monarca entre fidalgos de sangue nobre
  • Acumulava os títulos de governador, capitão-geral e presidente da audiência
  • "Corte de nobres" vivendo no palácio — mandato de aproximadamente 6 anos
  • Representante máximo do rei em território americano
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  • Redistribuição da população indígena, concentrando-a em unidades menores — com igrejas, prédios públicos, cadeias
  • Estratégia para facilitar o controle, a cobrança de tributos e o recrutamento de mão de obra para as minas (Mita)
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Vice-reinos e audiências nos séculos XVI e XVIII
Vice-reinos e audiências nos séculos XVI e XVIII
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  • Governadorias: funções burocráticas, administrativas e judiciais — 35 nos séculos XVI e XVII
  • Audiências: tribunais judiciais supremos, vinculados ao Conselho das Índias — compostos por oidores (juízes vitalícios) e fiscais
  • Corregimientos: grandes distritos com um centro urbano
  • Cabildos (ayuntamientos): conselhos municipais destinados a regular a vida dos habitantes e fiscalizar as propriedades públicas
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  • Centros de poder local, controlados pelas famílias mais abastadas, que se perpetuavam no poder
  • Espaços fundamentais para a manutenção dos interesses da elite urbana nas colônias
  • Tinham um procurador que podia enviar queixas e petições diretamente a Madri
  • Alcance institucional: do nível local até o Conselho das Índias
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  • Modelo hispânico: ato político de reafirmar a ocupação e a subjugação das populações locais
  • Reforçavam o poder das instituições coloniais e a segregação entre grupos sociais
  • Índios e espanhóis separados em bairros distintos no interior das cidades
  • Na prática, as interações, mestiçagens e hibridizações aconteciam constantemente nesses centros urbanos
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Palácio Real, Catedral, Casa de Cabildo, Universidade, Alameda
Palácio Real, Catedral, Casa de Cabildo, Universidade, Alameda
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Planta da cidade de Lima colonial
Planta da cidade de Lima colonial
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  • Transformações sociais e étnicas: ampliação do setor espanhol, "mistura racial e cultural"
  • Ampliação do mercado e produção de mercadorias europeias
  • Crescimento e aperfeiçoamento da estrutura das cidades, das leis e das formas de controle
  • Surgimento de uma nova categoria social/racial: o sistema de Castas — mestizos, mulatos e negros, além das categorias de espanhóis e índios
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  • Propriedades rurais: a hacienda como unidade produtiva central
  • Produtos europeus
  • Vários prédios, estâncias, propriedades individuais menores e terras indígenas
  • Quanto mais forte o mercado local e mais denso o povoamento espanhol, mais unificada e poderosa era a hacienda
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  • Encomienda: concessão de trabalho indígena a colonos espanhóis em troca de proteção e evangelização
  • Repartimiento (Mita no Peru): trabalho compulsório rotativo, forte especialmente nas minas — vigente até o século XVIII
  • Temporários informais: trabalhadores recrutados fora dos mecanismos formais de controle
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  • Obrajes: oficinas de fabricação de tecidos para abastecer o mercado interno
  • Sem competição com produtos europeus
  • Ropa de la Tierra: para mestiços, espanhóis pobres e índios urbanos
  • Mão de obra: trabalhadores permanentes, sem capital para escravizados — coerção e dívidas
  • Outras atividades: madeira, construção civil, couro
  • Artesãos: grande presença nas cidades
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  • Ampliação do governo espanhol para o campo
  • Distritos formados por várias unidades menores, com sede na cidade índia local
  • Dependia dos mecanismos corporativos índios:
  • Coleta de impostos
  • Arregimentação de mão de obra
  • Manutenção da paz interna
  • Administração dos próprios negócios
  • Caciques: intermediários fundamentais entre as comunidades indígenas e o governo colonial
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A leitura de Ceballos (2009) propõe uma questão central:

A dicotomia metrópole/colônia dá conta da realidade política e social da América espanhola?

Vamos debater a partir do texto.

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  • CEBALLOS, Rodrigo. À margem do Império: autoridades, negociações e conflitos — modos de governar na América espanhola (séculos XVI e XVII). SAECULUM — Revista de História [21], João Pessoa, jul./dez. 2009, pp. 161-171.
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Referências

Bibliografia

CEBALLOS, Rodrigo. À margem do Império: autoridades, negociações e conflitos — modos de governar na América espanhola (séculos XVI e XVII). SAECULUM — Revista de História, [21], 2009, pp. 161–171.

RAMINELLI, Ronald. "A monarquia católica e os poderes locais do Novo Mundo." Simpósio Nacional de História, XXVI, 2011.

STOLKE, V. O enigma das interseções: classe, "raça", sexo, sexualidade: a formação dos impérios transatlânticos do século XVI ao século XIX. Revista Estudos Feministas, v. 14, n. 1, 2006.

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Aula 6 · 24/09/2026

Resistências, negociações e agência indígenas

Módulo II — Conquistas, Colonização e Resistências.

Aula 5 · fonte editorial: conteudo.md (em revisão)
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