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CCLHM0076 · História da América

Expansão europeia e visões da conquista

Eric Brasil3 de setembro de 2026UNILAB
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Ponto de partida

Objetivos da aula

  • Analisar os processos de expansão marítima europeia nos séculos XV e XVI.
  • Caracterizar a presença portuguesa na costa africana e as ambições espanholas.
  • Caracterizar as principais correntes historiográficas acerca da conquista europeia sobre as sociedades mexicas e incas (XVI).
  • Analisar historicamente as relações entre invasores europeus e as variadas sociedades americanas na primeira metade do século XVI.
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Organização

Percurso da aula

  • Parte 1 — Expansão marítima europeia: a Europa no século XV, Estados modernos, mercantilismo, reformas religiosas e a expansão ibérica a partir de Boxer (2002).
  • Parte 2 — As várias visões da conquista: a expedição de Cortés, a historiografia da conquista e o debate a partir de Santos (2014).
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Parte 1 · Expansão marítima

A Europa no século XV

O que os europeus conheciam do mundo?

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Genoese World Map, 1457
Genoese World Map. [New York: Hispanic Society of America, 1912] Map. Fonte: Library of Congress.
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1507

Planisfério de Waldseemüller

Primeiro mapa a nomear o continente como "América".

Planisfério de Waldseemüller, 1507
Planisfério de Waldseemüller (1507). Fonte: Library of Congress.
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Contexto europeu

Formação dos Estados modernos

  • Séculos XIV–XV: crise do feudalismo — pestes, guerras, fome.
  • Fortalecimento do poder monárquico sobre a nobreza feudal.
  • Formação de monarquias centralizadas: Portugal, Castela/Aragão, França, Inglaterra.
  • Novos instrumentos de poder: burocracia, exércitos permanentes, fiscalidade.
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Contexto europeu

Absolutismo e Estado moderno

  • Concentração do poder político nas mãos do monarca.
  • Alianças entre coroa e burguesia mercantil contra a nobreza feudal.
  • Surgimento de cortes, conselhos reais e aparatos administrativos centralizados.
  • Portugal e Espanha: primeiros exemplos de monarquias com projeto colonial coordenado pelo Estado.
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Doutrina econômica · séculos XV–XVII

Mercantilismo

  • A riqueza das nações mede-se pelo acúmulo de metais preciosos (ouro e prata).
  • Balança comercial favorável: exportar mais do que importar.
  • Intervenção estatal no comércio e na produção.
  • Colônias: fornecedoras de matérias-primas e mercado consumidor para a metrópole.
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Comércio com o Oriente

Mercantilismo e expansão marítima

"O comércio com o Oriente era controlado pelos mercadores italianos (Veneza, Gênova) e pelas rotas terrestres dominadas pelo Império Otomano."

A busca por novas rotas comerciais torna-se imperativo estratégico para as monarquias ibéricas.

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A unidade cristã em crise

Reformas religiosas (séc. XVI)

  • 1517: Martinho Lutero — as 95 Teses. Contestação das indulgências e da autoridade papal.
  • Calvinismo (João Calvino, Genebra): ênfase na predestinação e na ética do trabalho.
  • Anglicanismo (Inglaterra, 1534): ruptura de Henrique VIII com Roma.
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Impactos políticos

Reformas religiosas: impactos políticos

  • Guerras religiosas na Europa: Guerra dos Trinta Anos (1618–1648).
  • Contrarreforma (Concílio de Trento, 1545–1563): resposta católica, papel central dos jesuítas.
  • Portugal e Espanha permanecem católicos — missão evangelizadora como justificativa da colonização.
  • Inquisição como instrumento de controle religioso e político.
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Base de leitura

A expansão marítima ibérica

BOXER, Charles R. O império marítimo português, 1415–1825. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. [Cap. 1]

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1904–2000

Charles R. Boxer

Historiador britânico, maior autoridade do século XX sobre o império português.

Obras fundamentais: The Dutch Seaborne Empire (1965), The Portuguese Seaborne Empire (1969), O império marítimo português (ed. brasileira: 2002).

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Século XV

Portugal: pioneiro da expansão

  • 1415: Conquista de Ceuta — ponto de inflexão.
  • Exploração sistemática da costa africana sob patrocínio da coroa.
  • Infante D. Henrique ("o Navegador"): articulação entre coroa, nobreza e interesses mercantis.
  • Ilhas atlânticas: Madeira (1419), Açores (1427), Cabo Verde (1456).
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Rota para o Oriente

A costa africana e o caminho para o Oriente

  • 1441: primeiro carregamento de escravizados africanos para Portugal.
  • 1488: Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas (Boa Esperança).
  • 1498: Vasco da Gama chega à Índia — nova rota para as especiarias.
  • 1500: Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
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Castela e Aragão

A expansão espanhola

  • Unificação de Castela e Aragão (1469): Isabel e Fernando — "Reis Católicos".
  • 1492: financiamento da expedição de Cristóvão Colombo.
  • Tratado de Tordesilhas (1494): divisão do mundo entre Portugal e Espanha.
  • Expedições de conquista no Caribe, Mesoamérica e América do Sul (séc. XVI).
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1492

Um mapa de Colombo?

Fac-símile do Mappa Mundi de Colombo (1492)
Facsimile of the Columbus Mappa Mundi (1492). Fonte: Wikimedia Commons.
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Boxer (2002)

Motivações da expansão

  • Econômicas: especiarias, metais preciosos, rotas comerciais alternativas.
  • Políticas: prestígio das coroas, expansão do poder estatal.
  • Religiosas: evangelização, cruzada contra o Islã, "missão civilizadora".
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Tecnologia

O papel da tecnologia náutica

  • Caravela: embarcação ágil, capaz de navegar contra o vento (vela latina).
  • Aperfeiçoamento da bússola e do astrolábio.
  • Cartografia: portulanos e mapas cada vez mais precisos.
  • Artilharia naval: vantagem militar decisiva nos oceanos e nas costas africanas e asiáticas.
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Consequências estruturais

Expansão marítima e escravidão africana

  • O comércio de escravizados africanos começa antes da chegada às Américas.
  • A costa africana torna-se espaço de trocas desiguais e violência colonial.
  • A chegada às Américas intensifica exponencialmente a demanda por trabalho escravizado.
  • Tráfico atlântico: consequência estrutural da expansão ibérica.
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Boxer (2002)

Um processo ibérico compartilhado

"Os portugueses e os espanhóis tiveram precursores (mais ou menos isolados) na conquista dos oceanos Atlântico e Pacífico"
BOXER, 2002, p. 31.
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Temporalidades ibéricas

Por que a Espanha chegou depois?

  • Portugal expulsou os muçulmanos de seu território ~dois séculos antes da conquista de Granada (1492).
  • Castela e Aragão viveram um "tempo de perturbações" no séc. XV que "contribuíram muito para impedir que os espanhóis competissem tão eficazmente com Portugal" (BOXER, 2002, p. 34).
  • Unificação de Castela e Aragão (1469): Isabel e Fernando — base política para a expansão.
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Boxer (2002)

A caravela como elo

"Foi navegando nas caravelas portuguesas que Colombo adquiriu ao menos parte da sua perícia na navegação de alto-mar."
BOXER, 2002, p. 43.

O instrumento técnico da expansão portuguesa tornou-se o veículo da invasão espanhola das Américas.

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1493–1494

A Inter caetera e o Tratado de Tordesilhas

  • Após 1492, a Espanha aciona a mesma lógica jurídica papal utilizada por Portugal desde 1452.
  • A Inter caetera concede às coroas espanholas o monopólio sobre os territórios "descobertos" a oeste.
  • Tordesilhas: divisão negociada do mundo entre as duas coroas ibéricas — competição e cooperação simultâneas.
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1499

A carta de dom Manuel

Ao retornar da Índia, Vasco da Gama envia notícias de sucesso. Dom Manuel escreve carta jubilosa a Fernando e Isabel:

"[...] enormes quantidades de cravo, canela e outras especiarias [...] rubis e toda espécie de pedras preciosas e terras onde há minas de ouro."
BOXER, 2002, pp. 52-53.
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1499

A carta de dom Manuel

Dom Manuel intitula-se "Senhor da Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia" — anunciando o triunfo precisamente aos soberanos espanhóis, seis anos após Colombo.

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Síntese · Parte 1

O que levou à expansão

  • Estados absolutistas + mercantilismo = expansão como política de Estado.
  • Reformas religiosas: reforçam a missão "civilizadora" católica das coroas ibéricas.
  • Portugal precede a Espanha na exploração atlântica.
  • A expansão conecta três mundos: Europa, África e Américas.
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Parte 2

As várias visões da conquista

Base de leitura: SANTOS, Eduardo Natalino dos. "As conquistas de México-Tenochtitlan e da Nova Espanha". História Unisinos, v. 18, n. 2, 2014.

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1492–1519

Conquista das ilhas do Caribe

  • Ouro de aluvião
  • Escravização
  • Extermínio
  • Início de colonização: Cuba — sede de governo; base para expansão para o continente.
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1519–1521

A expedição de Hernán Cortés

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Cortés · 1/4

Primeira fase

  • Aliança e contatos iniciais com povos locais (1519)
  • Aliança com os tlaxcaltecas
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Cortés · 2/4

Segunda fase

  • Castelhanos convidados em México-Tenochtitlan (1519–1520): chegam na cidade com dez mil indígenas e 500 castelhanos;
  • Sequestro dos chefes; Massacre do Templo Mayor; Noche Triste.
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Cortés · 3/4

Terceira fase

  • Recomposição de forças (1520–1521): composição de novas alianças e epidemias de varíola.
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Cortés · 4/4

Quarta fase

  • Sítio de México-Tenochtitlan (maio a agosto de 1521);
  • Coalização de 20 mil indígenas e mil castelhanos;
  • Derrota dos mexicas.
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Mapa da conquista do México
Mapa da conquista do México. University of Texas at Austin. Historical Atlas by William Shepherd (1923–26).
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Historiografia · 1/2

Visões da conquista

  • Século XIX: visão eurocêntrica, civilizatória; heroísmo e superioridade técnica e militar dos castelhanos;
  • Pierre Chaunu: visão de "guerra de conquista"; factual;
  • Rugiero Romano: Armas + Igreja + desestruturação social.
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Historiografia · 2/2

Visões da conquista

  • História dos vencidos: Miguel León-Portilla e Nathan Wachtel;
  • Hibridismo cultural: Serge Gruzinski;
  • Eduardo Natalino dos Santos: alianças e guerras, tensões e negociações.
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Corrente 1

História dos Vencidos

  • Busca trazer as interpretações indígenas da conquista espanhola;
  • Crítica ao eurocentrismo;
  • Incorporação das perspectivas indígenas, solenemente ignoradas até então;
  • Ouvir as vozes dos povos indígenas da América Latina; visibilidade à resistência indígena.
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Crítica de E. N. dos Santos · 1/2

À história dos vencidos

  • Apresenta a conquista militar como uma "obra realizada exclusivamente pelos castelhanos";
  • Atenção apenas nos indígenas derrotados, como se esses representassem a totalidade dos povos.
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Corrente 2

Hibridismo Cultural

  • Vertente de história cultural influenciada pela história dos vencidos;
  • Buscava explicar as transformações socioculturais das populações ameríndias após o contato;
  • "Os conceitos (mestiçagem e hibridismo) dariam conta de explicar a constituição das novas sociedades coloniais e a atuação de grande parte de seus agentes históricos."
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Crítica de E. N. dos Santos · 2/2

Ao hibridismo cultural

  • Apresenta os povos indígenas como "não totalmente derrotados no âmbito cultural ou social", mas mantém os mesmos problemas da história dos vencidos;
  • Entende a conquista da cidade do México como a conquista de todo o território da Nova Espanha;
  • Identifica os diversos povos indígenas com os mexicas: simplificação;
  • Opõe dois tipos de agentes ou forças políticas: índios X espanhóis.
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Santos (2014)

A tese

"Por meio da análise de fontes nahuas […], mostramos que as guerras e alianças realizadas entre castelhanos e altepeme [plural de altepetl, unidades político-territoriais] mesoamericanos para consumar a queda de México-Tenochtitlan, entre 1519 e 1521, lançaram as bases políticas e militares que permitiam a conquista, ao longo do século XVI, de grande parte dos territórios que viriam a ser a Nova Espanha, a qual não se deu de forma automática a partir da queda da capital mexica."
(SANTOS, 2014, p. 221)
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Visão geral do Lienzo de Tlaxcala
Lienzo de Tlaxcala (1552). Fonte: Internet Archive.
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Negociação entre tlaxcaltecas e castelhanos intermediadas por Malintzin
Negociação entre tlaxcaltecas e castelhanos intermediadas por Malintzin. Fonte: Internet Archive.
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Alianças com Iliyocan
Alianças com Iliyocan. Fonte: Internet Archive.
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Matança de Cholula
Matança de Cholula. Fonte: Internet Archive.
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Cortés e Montezuma em Tenochtitlan
Cortés e Montezuma em Tenochtitlan. Fonte: Internet Archive.
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Retrato de La Malinche
La Malinche. El libro rojo: 1520-1867, Tomo I (Riva Palacio; Payno; Mateos; Martínez de la Torre). Fonte: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.
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Base de leitura

Townsend (2006)

TOWNSEND, Camilla. Malintzin's choices: an Indian woman in the conquest of Mexico. Albuquerque: University of New Mexico Press, 2006.

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Malintzin

La Malinche: quem foi?

  • Também conhecida como Malintzin ou Doña Marina;
  • Mulher indígena nahua entregue aos espanhóis em 1519;
  • Se tornou intérprete, conselheira e companheira de Hernán Cortés;
  • Figura controversa: traidora ou sobrevivente?
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Malintzin

Breve história

  • Nascida por volta de 1500 na região de Coatzacoalcos;
  • Vendida como escravizada ainda jovem e levada para os maias;
  • Em 1519, entregue aos espanhóis pelos senhores de Tabasco;
  • Aprendeu espanhol rapidamente e tornou-se a principal intérprete de Cortés.
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Malintzin

Casamento e descendência

  • Teve um filho com Cortés: Martín Cortés, um dos primeiros mestiços de destaque na Nova Espanha;
  • Após a conquista, foi dada em casamento a Juan Jaramillo, um dos capitães espanhóis;
  • Com Jaramillo, teve uma filha chamada María Jaramillo;
  • O casamento pode ter sido uma estratégia para garantir status social na nova ordem colonial.
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Malintzin

Importância como intérprete

  • Facilitou a comunicação entre os espanhóis e diferentes povos indígenas;
  • Usou sua fluência em maia e náuatle para traduzir entre os povos e Cortés;
  • Papel essencial nas negociações políticas e alianças entre os espanhóis e grupos indígenas rivais dos mexicas;
  • Sua habilidade como tradutora ajudou na queda de Tenochtitlán em 1521.
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Massacre do Templo Mayor
Massacre do Templo Mayor. Fonte: Internet Archive.
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Retorno à Tlaxcala
Retorno à Tlaxcala. Fonte: Internet Archive.
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O cerco à cidade de Tenochtitlan
O cerco à cidade de Tenochtitlan. Fonte: Internet Archive.
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Conquista de Tenochtitlan
Conquista de Tenochtitlan. Fonte: Internet Archive.
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Bibliografia

Referências

BOXER, Charles R. O império marítimo português, 1415–1825. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. [Cap. 1]

SANTOS, Eduardo Natalino dos. "As conquistas de México-Tenochtitlan e da Nova Espanha". História Unisinos, v. 18, n. 2, 2014.

TOWNSEND, Camilla. Malintzin's choices: an Indian woman in the conquest of Mexico. Albuquerque: University of New Mexico Press, 2006.

Relatos Astecas da Conquista. Trechos selecionados.

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Aula 5 · 10/09/2026

Formação da sociedade colonial espanhola (XVI–XVIII)

Módulo II — Conquistas, Colonização e Resistências.

Aula 4 · fonte editorial: conteudo.md (em revisão)
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