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CCLHM0076 · História da América

Conclusão: sociedades mexicas e incas

Eric Brasil27 de agosto de 2026UNILAB
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Ponto de partida

Objetivos da aula

  • Concluir o estudo da expansão e tributação do Estado mexica.
  • Introduzir as sociedades andinas anteriores a 1532.
  • Caracterizar o Império Inca e sua expansão.
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Organização

Percurso da aula

  • Expansão do Estado mexica em 1519: tributação e códices.
  • Sociedades andinas antes de 1532: ocupação, organização social e padrões pré-incaicos.
  • Império Inca: expansão, Tawantinsuyu e impactos.
  • Síntese: mexicas e incas como Estados em expansão.
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Retomada · Aula 2

Cronologia Mexica

  • 1325–1425: mexicas subjugados ao domínio tecpaneca, devendo tributos e serviços.
  • 1426–1430: vitória mexica sobre os tecpanecas; consolidação dos pipiltin e caminho para a expansão militar.
  • 1430–1519: expansão militar com força bélica e "destino manifesto" sobre povos de diferentes etnias.
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Retomada · Aula 2

Fontes e historiografia

  • Fontes: registros de missionários, funcionários e militares europeus, além de escritos indígenas e de seus descendentes.
  • Da interpretação eurocêntrica (cronistas e séc. XIX) ao revisionismo (Morgan, Bandelier), à análise marxista (Carrasco) e à virada sociocultural (León-Portilla, Duverger, Gruzinski).
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Mapa da expansão do Estado mexica em 1519
Expansão do Estado Mexica em 1519. Fonte: Wikimedia Commons.
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Códex Mendoza · fólio 64r

Ascensão social

"Plebeu" ascendendo socialmente através da captura de prisioneiros de guerra.

Códex Mendoza, fólio 64r
Códex Mendoza, fólio 64r. Fonte: Wikimedia Commons.
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Códex Mendoza, fólio 47r — tributos pagos a Tenochtitlán
Tributos pagos à capital Tenochtitlán — Códex Mendoza, fólio 47r. Fonte: Wikimedia Commons.
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Região Andina · antes de 1532

Sociedades Andinas antes de 1532

Base: Murra (2004), pp. 63–100.

Pedra de doze ângulos, Cusco
Pedra de doze ângulos, Cusco. Fonte: Wikimedia Commons.
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1916–2006

John Murra

Antropólogo que estudou a etnologia histórica dos Incas; grande autoridade nos estudos andinos.

La organización económica del Estado Inca (1ª ed. 1977; tese de 1955, Universidade de Chicago).

Capa de La organización económica del Estado Inca
Capa da obra. Consulta online.
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Confirmadas pela pesquisa

Observações dos quinhentistas

  • Paisagem única.
  • Riqueza material, populacional e tecnológica: irrigação, edificações, metalurgia, estradas e produtos têxteis.
  • Domínio político recente dos incas na região (três ou quatro gerações).
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Antes dos Incas

A ocupação do território andino

  • Pisos ecológicos: grande variação de altitude em extensão reduzida.
  • Agricultura: tubérculos, coca, cereais e milho.
  • Controle vertical dos pisos ecológicos: colonização dispersa em "ilhas" — um arquipélago.
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Terraços agrícolas em Machu Picchu, Peru
Terraços agrícolas e qollqas em Machu Picchu, Peru. Fonte: Wikimedia Commons.
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Organização social · 1/5

Ayllu

"A população andina vivia em uma multiplicidade de pequenas coletividades agropastoris (...) Cada aldeia era habitada por um conjunto de famílias unidas por laços de parentesco ou aliança, que representava um ayllu."
Henri Favre. A civilização Inca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004, p. 29–30.
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Organização social · 2/5

Kuraka

"As células domésticas constitutivas do ayllu reconheciam um chefe ou Kuraka que era geralmente o fundador do grupo. O kuraka distribuía as terras, organizava os trabalhos coletivos e regulava os conflitos."
Henri Favre. A civilização Inca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004, p. 30–31.
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Organização social · 3/5

Waka

"(...) Divindade tutelar do [ayllu] que era em geral um ancestral do kuraka e na qual este se apoiava para exercer sua autoridade."
Henri Favre. A civilização Inca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004, p. 30–31.
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Organização social · 4/5

Terra

Terra era coletiva, com lotes divididos por famílias no interior de cada Ayllu. O kuraka buscava garantir que cada família tivesse acesso a todos os pisos ecológicos — o acesso à terra como complementariedade vertical para subsistência.

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Organização social · 5/5

Trabalho e tributo

  • Sistema redistributivo e de reciprocidade: todos os membros do Ayllu deveriam trabalhar para o kuraka e a waka.
  • O serviço prestado em forma de trabalho era chamado de mita.
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Transição

Redistribuição e incorporação

Cabia ao Kuraka redistribuir em produtos o trabalho que recebia, garantindo subsistência e reprodução da comunidade em momentos de crise, e sua posição de prestígio e poder.

Todos esses padrões (Ayllu, Kuraka, Waka, ocupação em arquipélago, Mita, redistribuição) serão incorporados pelo Império Inca em sua expansão política e militar.

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c. 1400–1532

O Império Inca

Machu Picchu, Peru
Machu Picchu, Peru. Fonte: Wikimedia Commons.
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Mapa da expansão Inca entre 1438 e 1532
Expansão Inca entre 1438 e 1532. Fonte: Wikimedia Commons.
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1438

A formação do Tawantinsuyu

  • Cusco foi fundada por Manco Capac (c. 1200) após décadas de migrações. A cidade-Estado consolidou seu poder no vale.
  • Com Viracocha Inca, fundou-se o Tawantinsuyu em 1438 e iniciou-se a expansão militar com justificativa cultural: "missão civilizadora".
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Dinâmica expansionista

A expansão Inca

  • Os sucessos militares no vale de Cusco causaram desequilíbrio regional. As reações a essa hegemonia levaram a novas guerras e conquistas.
  • Em menos de 100 anos o império atingiu aproximadamente 950 mil km².
  • Quanto maior o império, mais as guerras externas eram necessárias para a estabilidade interna.
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Favre (2004)

O papel da guerra de conquista

"A guerra de conquista constituía um fator essencial de integração e de mobilidade social dentro do Império. Ela representava o projeto coletivo que confederava os povos vencidos e subjugados. A realização de tal projeto era bastante lucrativa para tornar tangível aos olhos destes últimos as vantagens da dependência em que seriam mantidos."
Henri Favre. A civilização Inca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004, p. 26.
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Impactos

O Domínio Inca e os impactos

  • O Império Inca utiliza a mesma estrutura tradicional da região, mas impõe novos sentidos a ela.
  • O uso da mita é ampliado enormemente: implementada em diversas funções, os trabalhadores são enviados para regiões cada vez mais distantes. Isso enfraquece as chefias locais e o sistema de reciprocidade, garantindo renda e poder diretamente ao Estado Inca.
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Síntese · 1/2

Estados em expansão

Ambos implementavam uma política expansionista, controlando e subjugando comunidades na Mesoamérica e na Região Andina. Esse domínio mesclava diplomacia, ameaça de invasão militar e guerras.

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Síntese · 2/2

Estados em expansão

Às vésperas da chegada dos espanhóis, mexicas e incas controlavam centenas de comunidades, cobrando tributos — em produtos (Mexicas) ou em trabalho (mita, entre os Incas) —, e mantendo controle político e militar rígidos. O que geraria insatisfação e traria consequências profundas para o futuro desses Estados.

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Bibliografia

Referências

NARDI, Tawnne T. de A. "Mesoamérica, Mexicas e Tlapanecas". In: O império mexica e a província de Tlapa: relações políticas e tributárias nos códices mesoamericanos (1461–1521). São Paulo: Universidade de São Paulo, 2019, pp. 25–54.

MURRA, John. "As sociedades andinas anteriores a 1532". In: BETHEL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp, 2004, pp. 63–100.

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Aula 4 · 03/09/2026

As várias visões da conquista

Módulo II — Sociedade colonial e resistências indígenas.

Aula 3 · fonte editorial: conteudo.md (em revisão)
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