Aula 2Sociedades autóctones americanas
Antes do século XVI
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Aula 2Objetivos da aula
- Caracterizar a ocupação e a história do Caribe antes do século XV.
- Introduzir o debate sobre as sociedades autóctones mesoamericanas.
Aula 2Percurso da aula
- Ilhas do Caribe: ocupação, organização social e problemas de fontes.
- Mesoamérica: periodização, diversidade e sociedades do Formativo e do Clássico.
- Introdução ao período Pós-Clássico e à formação mexica.
Aula 2Ilhas do Caribe e Mesoamérica

Aula 2Regiões densamente habitadas
- Caribe.
- Mesoamérica.
- Região Andina.
Aula 2
Aula 2Populações das ilhas do Caribe
- Grande dificuldade para o estudo histórico: extermínio, destruição de fontes primárias e séculos de colonização com migrações frequentes.
- Caminho de estudo principal: arqueologia.
Aula 2Explore o Museu Taíno
Etnia arawak que ocupava muitas ilhas caribenhas. Sua cultura ainda é uma marca importante em países como a República Dominicana.
Abrir o site do Museu Taíno
Aula 2Arawaks
- Ocupação das ilhas mais ao norte.
- Povos sedentários, com população densa em algumas ilhas, como Hispaniola.
- Agricultura: mandioca, milho e outros grãos.
Aula 2Arawaks
- Organização política em unidades entre mil e dois mil habitantes.
- Organização social em caciques, mitaios (nobres), trabalhadores comuns e naborias (dependentes).
Aula 2Caraíbas
- Ocupavam as pequenas ilhas do sul.
- Eram semi-sedentários, oriundos da América do Sul.
Aula 2Caraíbas
- Haviam conquistado dos arawaks as ilhas menores do sul e estavam em expansão no momento da chegada dos europeus.
- Desenvolveram grandes canoas oceânicas, que permitiam longas viagens, batalhas e pesca extensiva.
Aula 2Sociedades da Mesoamérica
Base: Nardi (2019), pp. 25–54.

Aula 2Nardi (2019)
NARDI, Tawnne T. de A. “Mesoamérica, Mexicas e Tlapanecas”. In: O império mexica e a província de Tlapa: relações políticas e tributárias nos códices mesoamericanos (1461–1521). São Paulo: Universidade de São Paulo, 2019, pp. 25–54.
Material de apoio: Questões de apoio à leitura — Nardi (2019).
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Aula 2Breve cronologia
Aula 2Breve cronologia
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Aula 2Olmecas
Desenvolvem-se na região sul do atual México. Cultura complexa — marcada por divisão do trabalho (comércio, agricultura, defesa e artes) e urbanismo com grandes praças e templos religiosos — tornou-se uma “alta cultura matriz” para toda a região mesoamericana. Difusão pelo comércio e pelo empenho religioso.
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Aula 2Período Clássico
- Elementos destacados no material legado: não conheciam a roda; não havia metalurgia até 950 d.C.; não havia animais domésticos além de perus e cães.
- Duas sociedades do período Clássico: Teotihuacán e maias.
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Aula 2Período Pós-Clássico
Formação, consolidação e expansão do Estado mexica pela Mesoamérica.

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Aula 2Cronologia Mexica
- 1325–1425: mexicas subjugados ao domínio tecpaneca, devendo tributos e serviços.
- 1426–1430: guerra entre mexicas e tecpanecas. A vitória mexica garante independência e consolida o poder dos pipiltin (“nobres”), abrindo caminho para a expansão militar.
- 1430–1519: expansão militar com força bélica e “destino manifesto”. Contínua expansão política e econômica sobre povos de diferentes etnias.
Aula 2A questão das fontes escritas
- Registros dos missionários.
- Registros dos funcionários e militares europeus.
- Escritos indígenas e de seus descendentes.
Aula 2Historiografia sobre os Mexicas
- Cronistas espanhóis e historiadores do século XIX: interpretação eurocêntrica, aproximando as estruturas mexicas das da sociedade feudal europeia.
- Morgan (1877) e Bandelier (1880): revisionismo que nega o caráter feudal. Afirma que não haveria “classes sociais diferenciadas” nem formas de organização política — apenas vínculos de sangue.
Aula 2Historiografia sobre os Mexicas
- 1930–1940: Moreno, Kirchhoff, Monzón e Katz. Análise das fontes indígenas. Demonstram a complexidade da organização social mexica: classes, posse da terra e formação de Estado.
- 1960–1970: interpretação marxista (Pedro Carrasco). Modo asiático de produção. Aldeias comunais e uso coletivo da terra.
Aula 2Historiografia sobre os Mexicas
- 1970–1980: análise sociocultural a partir das fontes indígenas, inclusive em língua náhuatl. León-Portilla e Christian Duverger.
- 1990: Serge Gruzinski — o processo de ocidentalização criou uma imagem uniforme dos mundos nativos que em nada corresponde à diversidade desse universo.
Aula 2Conceitos
- Calpulli e altepetl.
- Macehualtin e pipiltin.
- Estado, império e tributação.
Orientação: retomar as questões 3, 4 e 7 do material de apoio de Nardi (2019).
Aula 2Sociedades mexicas e expansão europeia
Conclusão: sociedades mexicas; expansão europeia nos séculos XV e XVI.
Leituras: conclusão de Nardi (2019), pp. 25–54; Boxer (2002), capítulo 1.